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BIOPROTOPIA
São Paulo, 2025

Uma proposta de residência e pesquisa artística.

BIOPROTOPIA* se dá num mapeamento de pequenas ilusões, um re-encantamento do espaço rotineiro a partir de prismas e “cacos” de materiais coreográficos e gestuais de pesquisas e obras de núcleo.

Promove a construção de pequenas "bolhas de fruição", um “glitch” no cotidiano.

[*Protopia propõe que a construção do futuro seja sempre o hoje. Neste termos, convidar à uma "BIOprotopia" coloca no centro da questão da construção contínua do futuro|presente, a matéria da vida].

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          Para BIOPROTOPIA, FTMM propõe a pesquisa e criação de dispositivos de ação e a construção de intervenções espaciais coreográficas.

          Como parte da linguagem do núcleo artístico, Felipe e Mariana desenvolvem um estudo do material gestual cotidiano e da relação das organizações políticas dos espaços como estratégia de composição e comunicação com o público. Suas obras (tanto performances| intervenções urbanas, quanto peças para espaços cênicos mais ortodoxos) contam com o o desenvolvimento de dispositivos coreográficos que tem como base os mapas gestuais corriqueiros, dinâmicas afetivas da contemporaneidade e as estratégias de construção subjetivas a partir dos dispositivos tecnológicos.

          Em BIOPROTOPIA Felipe e Mariana entremeiam-se no lixo digital (que gasta e abusa da hiper-exposição imagética), no material gestual cotidiano, e nas políticas de ocupação dos espaços, mirando burlar o fluxo acelerado do embotamento e isolamento discursivo, para quiçá rascunhar um espectro coletivo de sensibilidade. Há o desejo de traçar um ponto conectivo entre o humano particular e o humano genérico que nesse momento desfaz o próprio corpo num uso vertiginoso da imagem descolada de sí e das informações desprovidas de conteúdo.

          No contrafluxo do esvaziamento dos gestos, das imagens, e das intimidades, FTMM busca nesta proposta reencontrar a intimidade, o vínculo, os simbolismos, as dramaturgias cinéticas, uma imersão suave que contempla os fluxos da contemporaneidade sem esvaziar-se de sentido. Uma proposta para reintegrar a força háptica das imagens e dos movimentos, retirando (com sorte) a lógica de seu consumo e descarte.

 

          Relacionam-se com essa proposta, de forma direta, as obras: HIATO, Hiato Expandido, Meltdown #1, Tv Chorume e Me pego esperando que chegue o colapso.

 

           Esta residência teve sua primeira edição em 2025, no programa, “Habitat de Dança" do Sesc Santo Amaro.

Participaram desta primeira edição:

Ana André

Ana Carolina Yamamoto

Ana Mi

Bruna Ragheb

Corina Albuquerque

Clara Seiler

Elian Vieira

Eric Ito

Mayara Tavares

Otavio Mourelo

Rafaela Tonela

Ryck Souza

Rubia Galera

Samira Gobbi

Thiago Spektror

Vanessa Voskelis

Vinicius Brasileiro

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